Esse blog é para aqueles que querem viajar mas não querem ser empurrados por guias turísticos malas que ficam te forçando a ir a lugares. O que os moradores, o que os locais fazem? Onde essa gente come? O que fazem pra se divertir? Não é pra isso que a gente viaja? Ver coisas diferentes, comer coisas diferentes e gostosas, experimentar um outro modo de ver as coisas.
Bom, é pra isso que eu viajo. E adoro. De mochila e tenis, de salto e mala de rodinha, sou adepta do hotel e do camping. Gosto de tudo. Sozinha ou acompanhada. Viagens romanticas ou aventuras. E adoro também comer. Quanto mais diferente e agradável ao paladar melhor. Evito repetições.
Li uma vez que uma universidade dessas aí descobriu que uma viagem de férias descansa mais e desestressa mais que a compra de uma nova tecnologia ou um item de moda. O prazer dessa nova aquisição dura até que seja lançada mais uma invenção ou a nova coleção. E a experiência relaxante de uma viagem não se apaga, e as boas lembranças sempre podem voltar a mente.
A viagem fica mais bacana quando a gente organiza de forma racional de acordo com a sua intenção, seu objetivo. Não necessariamente sei onde vou me hospedar, ou sei pra onde estou indo - o que deixa a polícia federal meio "chateada" comigo. Sei que quero me divertir e gastar pouco. Chegando em Buenos Aires numa terça feira as 23h da noite não sabia onde ia me hospedar e fui forçada a escrever alguma coisa na ficha da imigração e coloquei "Palermo Hotel" mesmo sem saber onde Palermo ficava eu sabia que era um bairro. Deve existir. Fiquei em San Telmo graças a dica do taxista. Gosto muito deles. As vezes eles são show, as vezes querem agradar e não acertam, paciência. Nada é para sempre. Mude de hostel. Isso não é importante.
Importante na minha opinião é saber onde os bares mais bacanas estão, que bairro tem a melhor night. Por que? Porque de dia ir a museus e atrações que adoro também posso ir de metro ou onibus ou a pé. A noite voltar da night e pagar uma fortuna de taxi toda noite - porque eu vou sair toda noite pra ver o que tem - não vale a pena. Palermo é legal, fui uma noite só. Fiquei em San Telmo porque era perto dos pontos e da noite boêmia. Amei.
Importante saber o valor da moeda pra saber quanto você está gastando. O pessoal do hostel certamente come e bebe e muitas vezes não são super ricos. Pergunto sempre a eles onde vão. Tipo, - se você quisesse comer um prato bem típico daqui onde iria? Quando? Comer o que? Que horas? Tem lugar que fecha as 21h, tem lugar que abre as 21h. Vai saber...
Guias turísticos são legais. São sim. Na Bolívia as moças da agência foram geniais. A gente tem que saber que horas colocá-los no programa e a hora de tirar. Não gosto de me sentir gringa. Tipo, não quero ir a um lugar tipo o "Plataforma" do Leblon ver samba. Quero ir ao Democráticos e dançar samba. Não quero ir ao Porcão Rios comer uma boa carne, quero ir ao Plebeu. Aqui e em qualquer lugar.
Não paguei 200 pesos bolivianos para ir a um jantar ver comidas e danças bolivianas (sugestão das meninas do hostel). Fui a show na praça, fui a uma lanchonete numa ruazinha comer empanadas, fui num bar dançante lotado de locais e dancei com eles as musicas típicas (com as amigas que fiz na agência). Eu não queria ir onde os turistas vão. Queria fazer o que eles fazem e é sempre mais divertido, mais natural. E dura mais. :)
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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